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Publicado por: data 09-10-2011 08:27 em noticia

Bairro Cachoeirinha mantém tradições com o passar do tempo


Bairro Cachoeirinha mantém tradições com o passar do tempo


Adriel Arvolea


Localizado na estrada que liga Rio Claro a Ajapi - km 4, o Bairro Cachoeirinha é pouco conhecido, mas revela histórias curiosas de uma comunidade de descendência italiana.


A sua fundação é datada de 1887, com a morte de Rosário Brás, que foi enterrada no local em que está a Capela do bairro - a Nossa Senhora do Rosário -, cuja estrutura atual foi finalizada em 1932. Conforme conta o pecuarista Antonio Corocher, que ali reside há 54 anos, a mulher morreu de uma doença chamada à época de ‘bexiga preta’.


“A capela foi construída em função do enterro dessa mulher. Consequentemente, deu-se a formação da comunidade”, explica.


O nome da localidade faz alusão ao Córrego Cachoeirinha, que abastece os produtores rurais daquela região. “Antigamente, os moradores faziam desvios do curso d’água para atender às necessidades das propriedades, formando quedas como se fossem pequenas cachoeiras”, conta Corocher.


Atualmente, entre 50 e 70 famílias moram no Cachoeirinha, cujas atividades estão voltadas ao cultivo de hortaliças, laranja, cereais (milho) e criação de gado. Mesmo dispondo de infraestrutura básica, de um verde abundante, qualidade de vida e de aparente tranquilidade, muitos estão deixando o bairro.


“O motivo é a violência decorrente do avanço da urbanização. Muitos deixaram suas casas e foram para a cidade; os que aqui continuam reforçam a segurança particular”, revela. Mesmo assim, Corocher mantém a fé em suas raízes. “Viver aqui é maravilhoso, apesar de alguns problemas. Apenas sairei se for preciso realmente”, conclui.


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