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Publicado por: data 20-09-2011 07:28 em noticia

Correios afirmam que greve atinge 16% dos empregados


Correios afirmam que greve atinge 16% dos empregados


Ednéia Silva


Com tantas informações circulando sobre a greve dos servidores dos Correios, que começou na quarta-feira da semana passada (14), a população começa a questionar quais serviços estão paralisados e que tipo de atendimento está sendo realizado nas agências.


Questionados sobre o fato, os Correios “pedem desculpas à população brasileira pelos transtornos e informam que estão colocando em operação um plano de contingência, com contratação de recursos, realocação de empregados e realização de horas extras, para minimizar os prejuízos à sociedade”.


Os Correios informaram que no interior a média de paralisação é inferior à nacional e gira em torno de 19% do efetivo. De acordo com a estatal, em Rio Claro, “aproximadamente 84% dos empregados dos Correios estão trabalhando normalmente”. O percentual é bem menor do que o divulgado pelo sindicato da categoria, que afirma que 50% dos trabalhadores estão parados.


Segundo o diretor da entidade, Valdir Florentino, a entrega de correspondências e os serviços de Sedex estão paralisados porque a maior parte dos funcionários do setor de distribuição aderiu à paralisação. Os Correios contestam a informação. De acordo com a estatal, as agências de Rio Claro estão atendendo o público no horário de rotina: de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, e aos sábados das 9 às 12 horas.


“A distribuição de cartas e encomendas continua sendo feita e cerca de 60% do volume diário de objetos postais tem sido entregue”, informou a assessoria de imprensa dos Correios. Já os serviços de Sedex, Sedex Hoje e Disque-Coleta estão suspensos desde o início da greve.


Valdir Florentino informa que por enquanto não haverá manifestações em Rio Claro. As atividades estão sendo concentradas em Campinas, sede da regional. O sindicato estuda a possibilidade de ampliar as manifestações para outras regionais ainda nesta semana.


O diretor ressalta que ainda não há reunião agendada com os Correios para retomada de negociação. Segundo ele, o sindicato está pedindo a ajuda de parlamentares para interceder junto à estatal. Já os Correios informam que não vão negociar enquanto a paralisação não for encerrada.


“A empresa conclama os trabalhadores a retornar às atividades, em benefício da população brasileira, e se coloca novamente à disposição para retomar a negociação assim que a paralisação for suspensa”, disseram os Correios, por meio de nota. A ECT afirma que a proposta apresentada representa um aumento salarial final de 13% para 64.427 empregados, ou seja, 60,14% do efetivo total da empresa.


A ECT destaca ainda que “um empregado de nível médio em início de carreira nos Correios recebe atualmente, além dos R$ 807,29 do salário-base inicial, benefícios em torno de R$ 700 e, se for o caso, adicional que varia de R$ 100 a R$ 240, o que totaliza um valor final em torno de R$ 1,6 mil”.


A categoria reivindica aumento salarial linear de R$ 400 a partir de janeiro, reajuste no vale-refeição, reposição da inflação calculada em 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas acumuladas desde 1994, mais contratações etc.


Para evitar prejuízos, os consumidores devem pedir aos bancos a emissão de segunda via para o pagamento de títulos. Outra saída é autorizar o débito automático. No caso de contas de água, luz e telefone, a segunda via pode ser obtida nos sites das concessionárias. Se houver prejuízos, o consumidor deve procurar o Procon ou juizado de pequenas causas. Quem aguarda por encomendas pelos Correios pode rastreá-las por meio do telefone 0800-7257282.


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