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Publicado por: data 30-06-2005 00:00 em seguranca

Suzane Richthofen é solta sob risco de linchamento


Quase 20 horas depois de ter sido beneficiada por um habeas-corpus, a estudante ganhou a liberdade. O prédio do CRF onde esteve presa por 10 meses, foi cercado pela imprensa nacional. A PM evitou que ela fosse linchada pela população










(Da Redação) - Ontem todas as lentes e câmeras de TV da imprensa brasileira estavam voltadas para o prédio do Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro. Tudo isso porque a estudante Suzane Louise von Richthofen, 22 anos, acusada de planejar o assassinato dos próprios pais, em outubro de 2002, aguardava seu alvará de soltura. Ela estava presa no CRF há 10 meses, conforme antecipou com exclusividade o Jornal Cidade.
Repórteres, fotógrafos e cinegrafistas aguardavam ansiosamente a saída de Suzane. A concentração dos jornalistas no pátio do Centro de Ressocialização Feminino começou por volta das 22 horas de terça-feira. Todos os veículos de comunicação da grande imprensa começaram a chegar em Rio Claro assim que a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu o habeas-corpus em favor de Suzane, por três votos a dois.
A decisão da justiça foi anunciada no final da tarde de terça-feira. Pouco a pouco o espaço do pátio do Plantão Policial que funciona ao lado do CRF foi sendo tomado pelos carros de reportagem. Antes do amanhecer o local já estava completamente tomado por cabos, fios e câmeras de TV. Três veículos capazes de gerar imagens ao vivo via satélite, de qualquer ponto do país, ocupavam o estacionamento do Plantão Policial.
Cada vez que os portões se abriam, câmeras e microfones eram posicionados em direção à saída do prédio. A diretora do CRF, Irani Torres, só confirmou a presença da estudante no CRF por volta das 9 horas de ontem. Ela justificou sua atitude alegando estar seguindo normas de segurança impostas pela própria Secretaria da Segurança Pública Estadual.
A cada hora que se passava, aumentava o número de jornalistas e fotógrafos vindos das mais diversas regiões. Assim que amanheceu, alguns populares timidamente olhavam o movimento à distância. No final da tarde, o número de pessoas em volta do CRF cresceu e a Força Tática da Polícia Militar teve que entrar em ação para manter a ordem e a segurança no local.
Suzane foi solta por volta das 17h e deixou o prédio escoltada pelas viaturas da Força Tática. O carro em que ela estava foi seguido pelos jornalistas barrados pelos cercos montados pela polícia. A intenção das autoridades era driblar a imprensa e levar a acusada até o Posto da Polícia Militar Rodoviária, localizado no quilômetro 173,2 da Rodovia Washington Luiz. O plano da polícia funcionou parcialmente e metade dos jornalistas seguiu em direção a São Paulo, já que as primeiras informações revelavam que ela seguiria para a casa de seus parentes na capital.
Entretanto, na base da Polícia Militar Rodoviária, a estudante foi colocada em um Gol prata que seguiu em direção a São Carlos. Livre do assédio da imprensa, o Gol retornou em direção a Rio Claro. Informações não confirmadas dão conta de que Suzane Louise von Richthofen, passou a noite na cidade. Suzane estaria na casa de um advogado localizada no bairro Cidade Jardim.
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