Vivian Guilherme

A nova febre dos seriados

Nessa semana, foram divulgados os indicados ao Emmy Awards 2014. Premiação da tevê norte-americana, o Emmy – depois do Oscar – é um dos prêmios mais esperados pelos ianques. E, a cada dia mais, pelos brasileiros. Afinal, pouco a pouco, as séries vêm tomando o espaço das novelas brasileiras, ironicamente, no país das novelas que conquistam o mundo.

Ao mesmo tempo que Avenida Brasil tem exibição em um estádio na Argentina e coleciona fãs até em países da Europa. No Brasil, o formato já vem mostrando desgaste. Isso é possível perceber em uma conversa de poucos minutos com qualquer pessoa que esteja à sua volta. Antigamente, conversar com alguém no serviço era discutir se a mocinha da novela das nove ia finalmente ficar com o galã e a malvada se dar mal. Hoje, a conversa é sobre a ‘fall season’ e quando vão dublar a nova temporada desta ou daquela série.

Dá pra perceber isso mais claramente quando se conversa com alguém mais idoso. No imaginário, a avó, ou mãe, é aquela que assiste a todas as novelas da Globo e ainda consegue tempo pra ‘sapear’ algumas mexicanas do SBT ou da Record. Mas, hoje, as avós adoram “How I met your mother” (no Brasil, ‘Como conheci sua mãe’) e as mães não perdem um “Law and order” (no Brasil, ‘Lei e Ordem’).

A avó diz que é porque “não aguenta mais as maldades na novela”. Não que não exista essa “maldade” no seriado norte-americano. A diferença é que não há um roteiro extenso para seis meses de capítulos com mais de uma hora de duração. No seriado, a malvada é malvada no começo, no meio se torna mocinha e no fim volta a ser malvada e assim vai. A mocinha não é nenhuma mártir que sofre do começo ao fim, até quando a vilã morre ou é presa. E, sobretudo, há um detalhe que já destaquei por aqui algumas vezes: são duas concentrações narrativas, uma principal – para quem acompanha diariamente a série – e uma menor, que acontece naquele mesmo episódio e é encerrado ali mesmo – para quem assiste só a um episódio perdido na televisão. É o esquema perfeito para quem não tem o dia inteiro para assistir tevê, mas gosta de uma distração de vez em quando.

Mas, voltando a falar do Emmy, é impossível não compará-lo ao Oscar. Afinal, sempre os mesmos com dezenas de indicações. Os mesmo seriados ganhando ano após ano. E concordo com a crítica do New York Times que destaca a ausência de Tatiana Maslany e de Michael Emerson na lista de melhores atores, o que mostra mais uma vez que os jurados têm conceitos duvidosos na hora de escolher os candidatos. Tatiana Maslany tem dado show no seriado ‘Orphan Black’, afinal, ela interpreta mais de cinco personagens e, incrivelmente, únicos, totalmente diferentes.

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