Renan Riggo

[ARTIGO] Seleção Italiana de Futebol

A Seleção Italiana de Futebol é uma das equipes mais vitoriosas e tradicionais do planeta. Ao longo de sua história, os Azzurri somam quatro títulos mundiais e um europeu, além de terem produzido esquadrões memoráveis e jogadores de máximo destaque no cenário futebolístico. A escola italiana sempre foi reconhecida pelo seu comprometimento tático e solidez defensiva.

A primeira conquista de destaque dos italianos foi a Copa do Mundo de 1934, segunda edição do torneio que foi disputada na própria Itália. Sob o comando técnico de Vittorio Pozzo, nomes como Giuseppe Meazza e Eraldo Monzeglio ajudaram os ítalos a se sagrarem campeões do mundo pela primeira vez. A final foi disputada contra a Tchecoslováquia (atual República Tcheca), no Estádio Nacional do Partido Nacional Fascista, e os italianos venceram de virada por 2×1. Antonín Puč abriu o placar para os tchecos, Raimundo Orsi empatou e, já na prorrogação, Angelo Schiavio virou o marcador a favor do time da casa. Para a felicidade da nação, alívio dos jogadores e satisfação do ditador Benito Mussolini, a Itália era campeã do mundo! A infelicidade foi o título ter servido como propaganda para o governo ditatorial fascista, que viria a causar muitas mortes posteriormente.

 

Seleção Italiana 1934 – 1938. Créditos: https://www.imortaisdofutebol.com/2012/09/23/selecoes-imortais-italia-1934-1938/

 

Ainda com Vittorio Pozzo à frente da seleção, os italianos alcançaram a glória e se tornaram o primeiro time a conquistar o bicampeonato da Copa do Mundo da FIFA. Em 1938, na edição realizada na França, os italianos bateram os húngaros na final, disputada no Estádio Olímpico de Colombes, em Paris, pelo placar de 4×2. Antes dessa final, o ditador Mussolini mandara um recado para o capitão Meazza: “vitória ou morte”. Logo no início, a Squadra Azzurra inaugurou o marcador com Colaussi, mas na sequência Pál Titkos empatou para a Hungria. Os italianos novamente obtiveram vantagem com Silvio Piola e lograram o 3×1 com mais um tento anotado por Colaussi. Os húngaros chegaram a diminuir com György Sárosi, mas aos 40 do segundo tempo, Piola fez o último da Itália, fechando o placar em 4×2, alegrando mais uma vez todo o país, satisfazendo seu chefe de Estado e livrando sua pele e a de seus companheiros.

 

Jogadores da Itália fazendo a famosa saudação fascista. Créditos: https://www.imortaisdofutebol.com/2012/09/23/selecoes-imortais-italia-1934-1938/

 

Em 1982, a Copa do Mundo da FIFA foi sediada na Espanha e a Seleção Italiana de Futebol conquistou pela terceira vez a competição. Após uma primeira fase conturbada, os italianos se fortaleceram após eliminarem a favorita Seleção Brasileira na segunda fase, tendo vencido o confronto por 3×2. Destaque para o craque Paolo Rossi, que anotou os três tentos italianos. A final foi disputada em um clássico contra a Alemanha, no Estádio Santiago Bernabéu, localizado na capital espanhola, Madri. Os Azzurri venceram os alemães facilmente por 3×1, sendo que o primeiro foi marcado por Paolo Rossi, que se tornou o artilheiro daquela edição da Copa com 6 gols.

 

Paolo Rossi celebra o gol que abriu o placar para os italianos na final da Copa de 82. Créditos: http://www.instigatorium.com/historia-da-copa-mundo-na-espanha-82-brilham-paolo-rossi-e-o-magnifico-brasil/

 

O tetracampeonato italiano aconteceu em solo alemão, durante a Copa do Mundo FIFA de 2006. A Azzurra contava com um forte e talentoso esquadrão comandado pelo técnico Marcello Lippi, que começava com o um dos maiores arqueiros de todos os tempos, Gianluigi Buffon, passando pelo excelente zagueiro Fabio Cannavaro, que ganharia o prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA após o título italiano, além do talentosíssimo Andrea Pirlo e dos craques Alessandro Del Piero e Francesco Totti. A final foi disputada no Estádio Olímpico de Berlim, contra a França do magistral Zinédine Zidane, que abriu o placar, de pênalti, aos 7 minutos do primeiro tempo. O zagueiro Materazzi tratou de igualar o marcador ainda aos 19 do primeiro tempo. Além do tento de empate, Materazzi imortalizou seu nome na história das copas ao protagonizar o lance histórico da expulsão do craque Zidane: o italiano provocou o francês, que revidou com uma cabeçada no peito e foi expulso da final da Copa. O jogo seguiu empatado e a Azzurra ficou com o caneco após vencer os franceses nas penalidades, pelo placar de 5×3. O lateral Grosso converteu a cobrança decisiva e o centroavante Trezeguet desperdiçou para os Bleus.

 

Fabio Cannavaro levanta o tetracampeonato italiano, em 2006. Créditos: http://golazzo.com.br/italia-de-2006-selecao-italiana/

 

Com essa rica história, é realmente uma tristeza para todos os amantes do esporte bretão a não participação da Itália na Copa da Rússia de 2018. Azar da Copa.

 

 

 

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